quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cristianismo & Capitalismo - Resenha

Rousas John Rushdoony escreveu uma pequena obra intitulada Cristianismo e Capitalismo, este material está disponível no site www.monergismo.com . Acabei de lê-lo e achei muito interessante falar sobre ele. Trata-se de uma obra que expressa vários estereótipos conservadores cristãos. Lembrando que devemos entender que esses estereótipos são de origem estadunidense protestante-puritana, o excesso de rótulos serve para limitar o recorte temático do grupo cristão que me refiro, pois não é certo fazer generalização sobre nada.
A obra inicia falando sobre a noção de ganhar recompensa, buscando desconstruir o conceito moderno que entende a recompensa como algo que educa mal as crianças, pelo contrário, para o autor, a educação por meio da recompensa não é negativa. Rushdoony considera que a recompensa leva a competição e disciplina, que ele crê ser algo sadio. Ele enfatiza que a competição ajuda a construir o caráter. Claro que vale alfinetar que o caráter pode ser construído bem, ou mal.

sábado, 23 de junho de 2012

Piedade Pervertida - resenha

O reverendo Ricardo Quadros Gouvea escreveu um livro chamado Piedade Pervertida, nele, o autor faz uma apologia contra o espírito fundamentalista
reinante no meio evangélico brasileiro, mostrando que a linha majoritária protestante é de tendência fundamentalista.
O texto apresenta um caráter pessoal de crítica, apesar de estimar muito a temática e o autor, acho que ele escreveu uma obra carregada de suas paixões e bem tendenciosa para condenar o fundamentalismo (que deve mesmo ser condenado). - Deixo claro que apoio o autor completamente, mas não posso deixar de destacar a forma romântica de se expressar.
Não quero de modo algum desabonar sua obra por esse aspecto, até porque, embora a academia condene uma postura tão apaixonada por expor um tema, não podemos esquecer que ninguém consegue separar sua experiência pessoal de sua linha de pensamento.
E que confesso, precisamos ouvir um discurso apaixonado contra o fundamentalismo que parece reinar nos corações de verdadeiros servos de Deus. Precisamos apaixonadamente libertar a igreja de Cristo do fundamentalismo que só destrói mentes e corpos de pessoas.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Oração ao deus desconhecido


Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para
frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de
quem eu fujo.
A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares
festivos para que, em Cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
"Ao Deus desconhecido”.
Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos
sacrílegos.
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer,
quero servir só a Ti.
[Friedrich Nietzsche]
Uma tradução feita por Leonardo Boff de uma oração escrita por
Nietzsche.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um outro padre anglicano



 Brasil: Justiça Legaliza Imoralidade

Em um país onde o Poder Legislativo é o que menos legisla, mas sim o Poder Executivo através de Medidas Provisórias ou o Poder Judiciário através das suas“interpretações” (este último sem ter sido eleito pelo povo, nem passível de perante ele responder), o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade dos seus membros, resolveu estender aos homossexuais o instituto das“uniões estáveis”, sem qualquer embasamento nos dispositivos expressos da Constituição Federal ou do Código Civil, mas tendo por base argumentos filosóficos emanados da ideologia secularista que está a destruir os fundamentos da civilização ocidental plasmada pelo Cristianismo.
Mais uma vez é o aparelho do Estado indo de encontro à Nação, sua História, sua Cultura e seus Valores. A imoralidade do homossexualismo – nítido desvio de conduta e enfermidade emocional e espiritual – sempre rejeitada pela Nação, não por preconceitos, mas por conceitos que geram preceitos, recebeu o manto da legalidade, com o objetivo de reforçar a sua legitimidade. A imoralidade foi legalizada. O pecado foi legalizado. A minoria organizada do lobby GLSTB comemora seu momento de “vitória” contra a família. O Brasil se junta aos 10% dos países vanguardistas onde se aprovou tal instituto ou o do próprio “casamento”. O Brasil está de luto. A dignidade da pessoa humana e as leis vigentes isonômicas já eram mais do que suficientes para o exercício da cidadania, o bom funcionamento do Estado Democrático de Direito e a busca do Bem-Comum. O próximo passo será a criminalização dos heterossexuais que não admitem a normalidade do homossexualismo, o atentado à liberdade de expressão e da liberdade de religião, com a PLC 122, ora no Senado da República.
A mídia já vinha, há muito tempo, manipulando a opinião pública, em uma autêntica lavagem cerebral, para quebrar as resistências, e “reeducar”a nação. Os Ministérios Federais, como o da Educação e dos Direitos Humanos também estão a gastar o dinheiro do contribuinte para promover a pederastia.
Os argumentos levantados pelos doutos ministros no dia de hoje devem ser levados às suas consequências lógicas, legalizando as outras“minorias discriminadas”, como os pedófilos e outros tantos ófilos.
Os cidadãos brasileiros de convicções morais baseadas nos valores da fé revelada e nos valores sempre afirmados por nossa Pátria continuarão, com convicção e coragem, a expressar a sua mais veemente condenação a esse momento lamentável, que deslustrou a mais alta corte de justiça do País. Continuarão a pregar a mensagem de perdão de Deus a todos os pecadores e a todos os pecados (e não a promover marchas de orgulho do pecado), bem como a mensagem de arrependimento e de mudança de vida, de libertação das opressões e dos desvios, que ferem a santidade de Deus e o seu projeto para a humanidade. Continuarão a apoiar os que hoje optam pelo comportamento homoerótico e que desejam dele ser curados, bem como aos heróicos terapeutas que se arriscam diante da intolerância das novas manifestações de totalitarismo. Bem nos ensina o apóstolo Pedro que “antes importa obedecer a Deus do que aos homens”, e seguindo o exemplo de Martin Luther King Jr, nos cabe a resistência pacífica (não passiva) e não violenta, a desobediência civil. Nesse momento que vozes proféticas se levantem, pois o respeito ao Poder Judiciário não passa por sua infalibilidade nem pela impossibilidade de dele se discordar e apontar para os seus equívocos, que prejudicam a Nação, e que um dia serão julgados tanto por Deus, quanto pela História.
Ache o aparelho do Estado o que achar, decida o que decidir, nossas Igrejas continuarão a afirmar que Deus criou uma humanidade de machos e fêmeas, que ordenou que o homem se unisse à mulher, e que condena vigorosamente a sodomia.
As consequências do que hoje decidiu na esfera do Estado não atingem a vida interna da Igreja e do Povo de Deus. Continuaremos a afirmar o que a herança judaico-cristã-islâmica tem ensinado por cinco mil anos. Continuaremos a respeitar a memória dos nossos antepassados e a honrar os valores dos nossos costumes e das nossas crenças.
Oremos pelas autoridades da República, para que cessem de fazer o mal e promovam o bem!
Mogi das Cruzes (SP), 05 de maio de 2011,
Anno Domini.
+Dom Robinson Cavalcanti,

Um padre Anglicano


22 DE FEVEREIRO DE 2011 UM COMENTÁRIO
Sou padre anglicano e, esta estive na Câmara de Vereadores de Campo grande, participando como cidadão, de uma sessão na qual se discutiria o reconhecimento da utilidade pública da Associação dos Travestis do MS. Nada mais justo, diante do belo trabalho que essa entidade presta a uma parcela da sociedade, mas que não é direcionado apenas a esse segmento, beneficiando também outros setores da sociedade.
Enquanto estava sentado aproximou-se de mim um senhor, apresentando-se como pastor e pedindo que conversássemos um pouco. Evito mencionar a Igreja com a qual ele se identificou, por não saber se a informação procede, e também porque prefiro imaginar que nem todos os evangélicos que freqüentam essa Igreja se identifiquem com esse pastor.
Nossa conversa poderia ter sido um agradável debate, com o qual estou bastante acostumado em virtude de minhas atividades acadêmicas. Porém, a arrogância com a qual fui questionado logo me mostrou que eu estava diante de uma pessoa que só saberia conversar em seu próprio nível.
Sua primeira pergunta foi saber com que base eu estava apoiando o movimento LGBT. Imediatamente me veio à lembrança a pergunta dos fariseus a Jesus: “com que autoridade fazes isso?”. Suas palavras soavam como se fosse o representante de todos os evangélicos de Campo Grande e seu olhar inquisitorial quase me temer que alguma fogueira já estivesse acesa.
Ainda assim, pensando ser possível um bom diálogo, disse-lhe que em Campo Grande sou padre da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a única Igreja no Brasil (até agora) a pronunciar-se nacionalmente de modo favorável à decisão do STF e que tem uma bela história na luta pela dignidade humana. Disse-lhe que não devia satisfações a ele, ou a qualquer pastor evangélico ou a qualquer bispo católico mas sim a meu rebanho e a meu bispo que é também o Arcebispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e que, corajosamente, assinou o pronunciamento em apoio à decisão do STF.
Ele então passou a citar outro indivíduo que já fez parte de nossa Igreja no passado, mas que hoje nada representa para nós, não merecendo nem mesmo que seu nome seja lembrado.
Irritado, o pastor homofóbico começou a apelar para a Bíblia, com frases dignas de um aprendiz de Hitler. Chegou a dizer, apontando para as travestis que ali estavam, que “essas pessoas não tem fé”. Ora, quem é ele para dizer isso? Eu poderia ter dito que já estive com elas, orando e percebi a imensa fé em seus corações. Aliás, quando deixei o recinto, despedindo-me da Cris Stephanny (Presidente da ATMS) e de outra travesti, essa me disse que tinha pensado em ir à Igreja no domingo anterior, mas que não foi porque bebera um pouco de cerveja no almoço. Quer maior demonstração de fé, respeito e reverência ao momento do culto? Talvez algumas igrejas não queiram que os travestis freqüentem seus cultos por medo de que identifiquem entre outros freqüentadores também alguns de seus clientes…
Visivelmente encolerizado, o pastor homofóbico começou a dizer que estavam querendo “criminalizar sua fé”. Era o grito lancinante de uma alma medíocre e medularmente ferida.
Nenhuma fé pode ser criminalizada. Ninguém, em sã consciência pensa em criminalizar a fé islâmica ou judaica somente porque alguns radicais promovem atentados terroristas em nome de Alá ou da Torah. A essência da fé, seja em qual religião for, é o amor e o respeito. Contudo, se alguns criminosos deturpam a fé, esses devem, sim, ser criminalizados.
Atualmente, em Uganda discute-se a pena de morte para pessoas homossexuais, e a discussão está envolta em citações bíblicas, do Alcorão e de textos de outras religiões. É isso que os pastores homofóbicos desejam para o Brasil? Se chegarmos a esse ponto, talvez o governador Puccinelli nomeie o pastor homofóbico como carrasco, o que certamente lhe dará muita alegria “espiritual”.
Insistentemente, ele ainda chegou a apontar para os travestis presentes dizendo que eram “abomináveis”, enquanto abominável, na verdade era ele. Cansado de ser exposto aos comentários de um ser tão abjeto, deixei-o falando sozinho e voltei para perto do grupo das travestis, onde o papo estava bem mais animado e alegre.
Enquanto isso, sua esposa conversava com a minha. Minha esposa é mais paciente e conversou mais tempo com ela. Porém, senti pena daquela senhora, que segue caninamente aos comandos de ordem de seu marido pastor, pois bastou um sinal dele (poderia ter sido um assovio), para que ela se levantasse e se afastasse de nós. Talvez, ouvindo há anos os textos bíblicos que ordenam que as mulheres obedeçam os maridos, ela nem questionou e se foi. Melhor faria se largasse de vez esse homem, para que não se torne cúmplice dos possíveis crimes que ele venha a cometer.
Enfim, esse foi meu encontro com um pastor homofóbico, e só me resta agora rogar para que Deus, em sua graça e misericórdia, tenha piedade de alma tão pobre e tão medíocre, e pedir que Deus nos livre de um país com esse tipo de evangélicos.
“E Jesus afirmou: Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas entrarão antes de vocês no Reino dos céus” (Mateus 21.31).
Rev. Carlos Eduardo Brandão Calvani

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Para que eu Vivo? - J Hromadka

No meio evangélico brasileiro, por volta da década de 1970 e 1990 muitos livros biográficos foram escritos sobre cristãos que viviam em países da "cortina de ferro", ou seja países comunistas. Em geral eram histórias de pessoas que passaram por perseguições por viverem num regime político ateu.
Daí, muitos crentes foram ensinados a ter uma preocupação de orar por esses irmãos perseguidos, como também de combater o perigo desse sistema político marxista ateu.
Mas será mesmo que esse tipo de literatura pode falar tudo sobre a relação do crente com o comunismo? No livro de Hromadka vi que não é bem assim. Para o meu espanto, trata-se de um livro de um pastor evangélico vivendo tranquilamente como pastor, professor e membro do partido comunista da antiga Checoslováquia.

sábado, 9 de junho de 2012

O conto das duas cidades, A e B

Era uma vez um relato de duas cidades;

A cidade A surgiu primeiro, 5 anos mais tarde, surgiu a cidade B;
A cidade A começou com grande prestígio, a cidade B teve um começo tacanho;
A cidade A, na verdade, foi enganada, o prestígio era uma farsa, disseram que ela era a principal cidade, mas ela nunca teve o retorno de sua fama, pelo contrário, tudo que ela produzia ia embora para enriquecer os que lhe disseram que ela era a principal;
A Cidade B continuou tacanha, com poucos habitantes e sem desenvolvimento, real ou imaginário, havia algumas brigas entre os habitantes da cidade e nativos mais antigos ao redor dela;

terça-feira, 5 de junho de 2012

God Save the queen?

Me faça uma garapa!!!!
O que a rede Globo tem feito é digno de abominação, alimentando nas mentes do povo a fantasia de uma época obscura e humilhante, o tempo das monarquias! Fazermos admirar uma classe que vive de brilho, riqueza e veneração, porém que nada contribui para melhorias das condições de seus súditos?! Isto é vergonhoso.