quarta-feira, 23 de maio de 2012

Calvino e a Resistência ao Estado

Resenha pessoal do livro de SILVESTRE, Armando, editado pela Mackenzie, 2002. [ATENÇÃO ESSA RESENHA NÃO TEM CARÁTER ACADÊMICO, MAS APENAS INFORMATIVO]

A cidade de Genebra se tornou o refúgio dos protestantes na Europa do século XVI, a reforma naquela cidade provocou a derrota dos antigos líderes (o Duque de Savoy) que estavam ligados à igreja romana. O povo genebrino não mais iria se submeter a um governo tirânico. O que seria um contra-senso aceitar que Calvino, um estrangeiro teria sido um governante ditador como insistem em afirmar diversos historiadores. Contudo, este historiador se nega a repetir esse preconceito não acadêmico.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Uma questão de identidade

Apropriar-se de uma identidade é muito comum ao ser humano. Vivemos em meio a isso desde a Antiguidade até aos dias de hoje. Um exemplo dessa apropriação na Antiguidade está na Bíblia, os sacerdotes do culto de Yahweh precisavam justificar sua identidade com a tribo sacerdotal de Levi para servir a Deus no templo. Quando do retorno dos judeus do exílio babilônico, foi feita uma listagem (transcrita n livro de Esdras capítulo 2) dos judeus que regressaram, nesta faz uma distinção dos sacerdotes que comprovaram sua linhagem, e posteriormente, os sacerdotes que não comprovaram essa identidade foram vistos com menos crédito.
Essa busca de se afirmar como um descendente de determinada linha que se deseja enaltecer repete-se sempre na história. No cristianismo medieval (latino e grego) as igrejas que provam sua origem apostólica se sobrepunham sobre as outras. No islamismo os que se diziam descendentes de Maomé desejavam a liderança no islã. Na Alemanha nazista o busca pelas origens de uma raça mais pura justificava o espólio das raças menos puras.
Minha indagação é: O que é uma identidade, ou melhor, como se constrói a noção de identidade?
Na cultura de identidade a partir da Bíblia, podemos ver que isso se dava por meio de lista genealógicas. Assim como para o cristianismo, houve a preocupação de obter listas genealógicas sobre as origens de Jesus como filho do rei David e como filho de Abraão. 
Por meio de histórias passadas por parentes, assim temos outra forma de afirmação de uma cultura de identidade. Quando na infância, algumas crianças brasileiras aprenderam que seus antepassados vieram de uma mistura de índios com certos ramos europeus. 
Ainda, por meio da cor da pele ou de traços genéticos podemos buscar nossa identidade. Uma pessoa de cor negra no Brasil, obviamente acredita que descende de ex-escravos, ou os traços orientais distinguem se ela é chinesa ou tailandesa.
Outro fator da construção de uma identidade é a preservação de uma cultura, religião, comida, língua, conjunto de valores morais. Podemos enquadrar neste ponto os imigrantes que vieram ao Brasil e preservaram-se em guetos poloneses, italianos, siro-libaneses, americanos, japoneses, judeus, portugueses, ingleses etc.
Assim, a identidade é algo que não simples e claro que alguém possa definir. Não basta que a pessoa que se aproprie de uma identidade e diga que ela é de tal linhagem por critérios que ela mesma selecionou. Podemos ver, que dependendo do contexto que estamos falando, temporal, geográfico ou religioso existe diversos meios de afirmações de identidade.

quinta-feira, 1 de março de 2012

É hora de educar seus filhos


Ano novo chegou e com ele a correria de pais pela compra de material escolar. A mídia transmite a ideia de que um bom pai compra bons produtos escolares para os filhos, mas queria que vocês (pai e mãe) reflitam nesta mensagem abaixo, ela foi escrita por Antony Newley para o Filme “A Fantástica Fábrica de Chocolates”; a finalidade desta letra é mostrar que o bom pai precisa ser o principal educador de seu filho, sobretudo no aspecto da cidadania do cristão. Comprar materiais, ou pagar escolas caras não compensa os puxões-de-orelha que somente bons pais podem dar.
Umpa Lumpa Lumpa didê/ Tenho uma pergunta para você/ Umpa Lumpa Lumpa  didi/ Se for esperto vai me ouvir/ O que você ganha quando se entope de comida?/ Você só ganha dor na barriga!/ Umpa Lumpa Lumpa didai,/ Se for moderado longe você vai/
Umpa Lumpa Lumpa didê / Tenho outra pergunta para você/ Umpa Lumpa Lumpa didi / Se for esperto Vai me ouvir/ Quem você culpa quando seu filho é arteiro?/ Ele é mimado, um tremendo baderneiro!/ Culpar as crianças é uma péssima desculpa,/ Mas você sabe bem de quem é a culpa/ Umpa Lumpa Lumpa  didai,/ Se você não é mimado, longe você vai/
Umpa Lumpa Lumpa didê / Tenho outra pergunta para você/ Umpa Lumpa Lumpa dadi / Se for esperto vai me ouvir/ O que você ganha só vendo TV?/ Por que não tenta simplesmente um livro ler?/ Umpa Lumpa Lumpa didai!/ Se for moderado longe você vai!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carnaval, o pecado da desigualdade

“Ai dos opressores” Zacarias 3.1
Será que o cristão não deve curtir o carnaval por ser uma festa, o que há de mal em festas? Engana-se quem pensa que cristão não pode participar de festas, pois não há, nas Escrituras, proibição às festas. Mas o problema do carnaval é por causa de tudo que está a sua volta, toda injustiça, corrupção, imoralidade e violência.
Nesta festa, a família é desrespeitada, pessoas se veem livres das normas conjugais para adulterar, promovem o sexo desregrado como válvula de escape do que não fazem no dia a dia.
Nesta festa, a paz é uma demagogia de ignorantes ou hipócritas, cantores aparecem na TV condenando a pedofilia, embriaguez e violência. Eles seriam muito burros sem não soubessem que o carnaval é a festa para desobedecer as exigências sociais.
Nessa festa vemos uma grande circulação de dinheiro, que dizem aliviar a vida financeira do Brasil. Contudo, esse dinheiro está circulando entre as industrias de bebida, empresas de bloco de carnaval (que muitos baianos sabem, que elas são máquinas de dinheiro), além do dinheiro que as redes de televisão arrecadam para si.
Para coroar o carnaval de 2012, a mídia falará que tudo é festa e alegria. Agora ninguém lembrará que o carnaval carioca tem envolvimento com o criminoso jogo do bicho. Tentarão esquecer que os policiais lutaram por melhores salários na Bahia, e que durante a greve o governo só tinha preocupação de aliviar os carnavalescos de que eles teriam uma festa, jogando para baixo do tapete o descaso com os PMs.
Carnaval é uma festa opressora. Oprime o amor familiar, a fraternidade humana, a justiça e a moralidade social; como cristãos, não podemos aceitar isso. Somos a favor de festas de alegria, mas uma alegria de respeito ao próximo. Vamos festejar nosso compromisso com o que é fraterno, vamos celebrar, pois lutamos contra as injustiças.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um diálogo contra a solidão

Você se importa com as pessoas?
Mas qual a importância de se importar com as pessoas?
Ora, será possível ser feliz sozinho?
Acho que felicidade é uma coisa relativa, assim, acho que posso ser feliz sozinho caso eu não me importe com as pessoas.
Acontece que a própria palavra solidão nos remete à tristeza, ou você discorda?
De fato, mas não existe momentos que queremos ficar a sós?
Sim, tem momentos que queremos ficar a sós, mas será que não é somente quando estamos tristes, ou com alguma coisa que queremos resolver? - Acho que nunca ficamos a sós quando queremos nos divertir.
Desculpe, disto eu discordo, acho que posso me divertir sozinho.
É mesmo? me dê um exemplo?
Ver TV, ouvir uma música, ler um livro, sei lá, tem tanta coisa!!!
É, concordo que essas coisinhas posso fazer sozinho, mas acho que todas elas ficam bem melhor com alguém ao nosso lado.
É, de fato essas coisas podem ser feitas a sós, ou com alguém, mas com alguém, só é divertido dependendo de quem está ao nosso lado.
Explique.
Já pensou ver um filme com alguém que conta o final? Ouvir uma música com quem não gosta do seu estilo musical? Ler um livro com alguém atrapalhando?
Ora, mas por isso que existe a amizade, as ideias afins, ou o debate saudável de ideias com amigos, tornando a diversão mais divertida, rsrsrs.
Mas o problema de estar com pessoas é que nem sempre o que você planejava fazer, você consegue fazer como queria.
Concordo, mas será que não é bom ter alguém para questionar suas ideias, ou você está sempre certo???
...
Ouça bem o que eu digo: é melhor serem dois do que um, porque se um cair, tem alguém para ajudá-lo a levantar, quando há muitas pessoas para aconselhar, há uma maior probabilidade de algo dar certo.
...
Então meu amigo solitário, seja mais solidário, olhe a sua volta, há pessoas que precisam de você e você precisa de pessoas!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Salvador e Lauro de Freitas (ói você errado!!!)



Este é para quem conhece as dificuldades de se morar nessas duas cidades baianas. Aqui apresentarei alguns problemas conhecidos dessas cidades e alguns sonhos de como poderia ser a facilidade de vida para o lauro de freitense e o soteropolitano. Estamos vivendo a expectativa de uma Copa do Mundo, assim, parece que fica mais evidente todos problemas das cidades, até porque nessa época se fala de projetos para solucionar as dificuldades urbanas que se não fosse esse evento mundial, a população dessas cidades continuaria padecendo sem uma alma de político propor mudanças.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Igreja protestante limitando-se a um discurso puramente espiritual


“Por que as igrejas saídas da Reforma se concentram em alguns velhos temas da Reforma, dentre os quais a justificação pela fé somente ou soli Deo Glória? Por que não levamos a sério o fato de que Jesus de Nazaré foi expulso da Sinagoga e do Templo e que foi condenado pelos sacerdotes? Por que não seguimos o exemplo de Jesus que visitava os leprosos e os rejeitados e declarava que ao seu reino seriam conduzidas as pessoas que vagueiam no caminho, vivem nos campos de concentração e com as quais ninguém se preocupa? Por que tão pouca compreensão para com as revoluções sociais (...)” – Hromadka

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uma dinâmica lúdica



Bem, essa semana terei de apresentar no curso de Didática um trabalho sobre ludicidade. Então pensei em postar no blog a dinâmica lúdica que será realizado em sala de aula.
Servindo-se da arte dramática como objeto lúdico, podemos ensinar para o estudante vários assuntos, permitindo que o aluno fixe mais o assunto e interaja com os colegas e com o professor.
Esse exercício que proporei é tanto um quebra-gelo entre os estudantes e o professor, como um um trabalho de fixação de conteúdos.
A elaboração desse exercício não exige muito dos participantes, nem do professor. A ideia é usar o que se tem a volta, nada de material auxiliar muito complicado, justamente para tornar possível esse exercício em qualquer contexto, com ou sem recursos materiais, e permitir que o estudante (no caso que não seja uma criança) resgate sua capacidade infantil criativa coisa que se perde quando o indivíduo cresce. Ou mesmo, no caso do professor que ensina para crianças, que ele possa enxergar o mundo de forma igual aos seus alunos, assim como para uma criança, um sofá pode se tornar uma trincheira de guerra, um caderno pode ser um escudo, basta que o professor, haja como uma criança e veja, de fato, os objetos como partes da fantasia da imaginação, agindo desse modo, facilita a interação dele com as crianças. Usando-se o que se tem em volta, papelão, jornal, lápis e qualquer objeto que nas brincadeiras infantis torna-se algo de acordo com a criatividade infantil.
Para explicar melhor, aqui segue o exercício a ser feito na aula de Didática.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Projeto Político Pedagógico (PPP) - Um curriculo de cidadania


 
PPP, uma proposta de ensinar a matéria mais importante para educação, cidadania. O papel da educação fornecida e regulada pelo Estado é de preservar em sua sociedade os seus costumes, e também desenvolver suas manifestações culturais (economia, folclore, ciências etc). Deste modo, no curriculo educacional é necessário trabalhar conteúdos científicos das áreas de exatas, humanas e biológicas, mas sem deixar de lado a forma como o indivíduo que obtiver esses conhecimentos vai corresponder e interagir com seus concidadãos.
Antes do período Militar de 1964, usava-se da filosofia para levar o estudante para pensar suas relações com o mundo. Então, durante o Regime militar surgiu as matérias de Organização social e Politica Brasileira - OSPB e Educação Moral e Cívica - EMC. Hoje trabalha-se não uma matéria específica para cidadania, mas as instituições de educação elaboram projetos politicos pedagógicos para para auxiliarem os estudantes em suas realidades sociais específicas.
OS PPPs não são determinados pelo governo mais, porém cabe a cada grupo educacional planejar de acordo com sua realidade social. Essa forma de promover a cidadania pode tornar possivel trabalhar mais próximo à realidade do estudante, do que quando existe uma matéria igual a todos estudantes do Brasil. Quando esses projetos de fato funcionam, frutos maiores que notas e aprovações em vestibular, ou aumento de mão de obra especializada, são vistos. É com cidadania que se vê cidades bem urbanizadas, maior segurança, menos usuário e traficante de drogas, mais respeito aos direitos do semelhante etc.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cristus Rex et Redemptor Mundi


A solução para este mundo que está cheio de crises financeiras, terrorismos, violência doméstica, abandono por parte dos poderes públicos, está em haver uma grande revolução. Para mudar é preciso haver uma completa destruição do sistema político, econômico e social vigentes, não podemos deixar restar nenhum resquício da cultura vigente a fim de obtermos um mundo onde reine a paz.
Alguns entendem que essa destruição se dará por meio das armas, da guerra, ou mesmo das leis. Mas o mundo já vive em constantes guerras, e nenhuma delas melhorou a situação; já houve uma Declaração dos Direitos Humanos e não muita coisa melhorou. Foram impostos governos, leis e religiões, mas nada disso trouxe a paz, a harmonia para humanidade, ao contrário, os governos que lutaram contra tirania viraram tiranos (Líbia, Cuba), as nações de constituições democráticas vivem cheias de problemas internos (EEUU, Brasil, toa América Latina), as religiões só trouxeram mais crises (Afeganistão, Israel, Irlanda). Mas ainda assim, volto a dizer, é preciso uma revolução destruidora para mudar o mundo.