quinta-feira, 14 de junho de 2012

Para que eu Vivo? - J Hromadka

No meio evangélico brasileiro, por volta da década de 1970 e 1990 muitos livros biográficos foram escritos sobre cristãos que viviam em países da "cortina de ferro", ou seja países comunistas. Em geral eram histórias de pessoas que passaram por perseguições por viverem num regime político ateu.
Daí, muitos crentes foram ensinados a ter uma preocupação de orar por esses irmãos perseguidos, como também de combater o perigo desse sistema político marxista ateu.
Mas será mesmo que esse tipo de literatura pode falar tudo sobre a relação do crente com o comunismo? No livro de Hromadka vi que não é bem assim. Para o meu espanto, trata-se de um livro de um pastor evangélico vivendo tranquilamente como pastor, professor e membro do partido comunista da antiga Checoslováquia.

sábado, 9 de junho de 2012

O conto das duas cidades, A e B

Era uma vez um relato de duas cidades;

A cidade A surgiu primeiro, 5 anos mais tarde, surgiu a cidade B;
A cidade A começou com grande prestígio, a cidade B teve um começo tacanho;
A cidade A, na verdade, foi enganada, o prestígio era uma farsa, disseram que ela era a principal cidade, mas ela nunca teve o retorno de sua fama, pelo contrário, tudo que ela produzia ia embora para enriquecer os que lhe disseram que ela era a principal;
A Cidade B continuou tacanha, com poucos habitantes e sem desenvolvimento, real ou imaginário, havia algumas brigas entre os habitantes da cidade e nativos mais antigos ao redor dela;

terça-feira, 5 de junho de 2012

God Save the queen?

Me faça uma garapa!!!!
O que a rede Globo tem feito é digno de abominação, alimentando nas mentes do povo a fantasia de uma época obscura e humilhante, o tempo das monarquias! Fazermos admirar uma classe que vive de brilho, riqueza e veneração, porém que nada contribui para melhorias das condições de seus súditos?! Isto é vergonhoso.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Cristo de João Dias de Araújo


Meu Cristo é um Cristo vivo
Que passa levantando o pó vermelho
Nas Galileias do meu coração.
O Jesus que caminha nos meus mares;
Nas praias tropicais dos meus pezares
Nas montanhas azuis da minha solidão.
Ele entra nos meus templos orgulhosos
Empunhando o chicote de juiz.
Entra nas minhas tempestades fortes
Concedendo-me a santa diretriz.

sábado, 26 de maio de 2012

Dinastia de Jesus, de James Tabor

Muito se pode crer sobre Jesus, há os que defendem a tradicional fé cristã, há os liberais que não creem nos dogmas dvinos sobre Jesus, há até mesmo os que dizem que não há provas de que o tal personagem Jesus existiu.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Defenda sua identidade (uma análise do profeta Daniel)


O livro da Bíblia, Daniel, nos apresenta uma história de luta pela preservação das raízes de quatro jovens judeus. Quem você é, quem querem que você seja, e como você deve lutar para manter-se quem é, são ideias que podem ser apreendidas pela história de Daniel e seus amigos.
O capítulo 1 de Daniel nos mostra a invasão do império de Nabucodonosor à Jerusalém, e como ele leva 4 príncipes cativos para inculcar neles a cultura babilônica, tornando-os parte de seu reino. Essa estratégia de dominação foi muito importante para preservar o controle babilônico sobre os povos conquistados. Doutrinando os principais do povo derrotado ficaria mais fácil manter os povos submissos ao Império, levando os líderes a "vestir a camisa" do opressor extinguiria qualquer esperança de luta e libertação posterior, os "heróis" do povo já não existiriam.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Calvino e a Resistência ao Estado

Resenha pessoal do livro de SILVESTRE, Armando, editado pela Mackenzie, 2002. [ATENÇÃO ESSA RESENHA NÃO TEM CARÁTER ACADÊMICO, MAS APENAS INFORMATIVO]

A cidade de Genebra se tornou o refúgio dos protestantes na Europa do século XVI, a reforma naquela cidade provocou a derrota dos antigos líderes (o Duque de Savoy) que estavam ligados à igreja romana. O povo genebrino não mais iria se submeter a um governo tirânico. O que seria um contra-senso aceitar que Calvino, um estrangeiro teria sido um governante ditador como insistem em afirmar diversos historiadores. Contudo, este historiador se nega a repetir esse preconceito não acadêmico.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Uma questão de identidade

Apropriar-se de uma identidade é muito comum ao ser humano. Vivemos em meio a isso desde a Antiguidade até aos dias de hoje. Um exemplo dessa apropriação na Antiguidade está na Bíblia, os sacerdotes do culto de Yahweh precisavam justificar sua identidade com a tribo sacerdotal de Levi para servir a Deus no templo. Quando do retorno dos judeus do exílio babilônico, foi feita uma listagem (transcrita n livro de Esdras capítulo 2) dos judeus que regressaram, nesta faz uma distinção dos sacerdotes que comprovaram sua linhagem, e posteriormente, os sacerdotes que não comprovaram essa identidade foram vistos com menos crédito.
Essa busca de se afirmar como um descendente de determinada linha que se deseja enaltecer repete-se sempre na história. No cristianismo medieval (latino e grego) as igrejas que provam sua origem apostólica se sobrepunham sobre as outras. No islamismo os que se diziam descendentes de Maomé desejavam a liderança no islã. Na Alemanha nazista o busca pelas origens de uma raça mais pura justificava o espólio das raças menos puras.
Minha indagação é: O que é uma identidade, ou melhor, como se constrói a noção de identidade?
Na cultura de identidade a partir da Bíblia, podemos ver que isso se dava por meio de lista genealógicas. Assim como para o cristianismo, houve a preocupação de obter listas genealógicas sobre as origens de Jesus como filho do rei David e como filho de Abraão. 
Por meio de histórias passadas por parentes, assim temos outra forma de afirmação de uma cultura de identidade. Quando na infância, algumas crianças brasileiras aprenderam que seus antepassados vieram de uma mistura de índios com certos ramos europeus. 
Ainda, por meio da cor da pele ou de traços genéticos podemos buscar nossa identidade. Uma pessoa de cor negra no Brasil, obviamente acredita que descende de ex-escravos, ou os traços orientais distinguem se ela é chinesa ou tailandesa.
Outro fator da construção de uma identidade é a preservação de uma cultura, religião, comida, língua, conjunto de valores morais. Podemos enquadrar neste ponto os imigrantes que vieram ao Brasil e preservaram-se em guetos poloneses, italianos, siro-libaneses, americanos, japoneses, judeus, portugueses, ingleses etc.
Assim, a identidade é algo que não simples e claro que alguém possa definir. Não basta que a pessoa que se aproprie de uma identidade e diga que ela é de tal linhagem por critérios que ela mesma selecionou. Podemos ver, que dependendo do contexto que estamos falando, temporal, geográfico ou religioso existe diversos meios de afirmações de identidade.

quinta-feira, 1 de março de 2012

É hora de educar seus filhos


Ano novo chegou e com ele a correria de pais pela compra de material escolar. A mídia transmite a ideia de que um bom pai compra bons produtos escolares para os filhos, mas queria que vocês (pai e mãe) reflitam nesta mensagem abaixo, ela foi escrita por Antony Newley para o Filme “A Fantástica Fábrica de Chocolates”; a finalidade desta letra é mostrar que o bom pai precisa ser o principal educador de seu filho, sobretudo no aspecto da cidadania do cristão. Comprar materiais, ou pagar escolas caras não compensa os puxões-de-orelha que somente bons pais podem dar.
Umpa Lumpa Lumpa didê/ Tenho uma pergunta para você/ Umpa Lumpa Lumpa  didi/ Se for esperto vai me ouvir/ O que você ganha quando se entope de comida?/ Você só ganha dor na barriga!/ Umpa Lumpa Lumpa didai,/ Se for moderado longe você vai/
Umpa Lumpa Lumpa didê / Tenho outra pergunta para você/ Umpa Lumpa Lumpa didi / Se for esperto Vai me ouvir/ Quem você culpa quando seu filho é arteiro?/ Ele é mimado, um tremendo baderneiro!/ Culpar as crianças é uma péssima desculpa,/ Mas você sabe bem de quem é a culpa/ Umpa Lumpa Lumpa  didai,/ Se você não é mimado, longe você vai/
Umpa Lumpa Lumpa didê / Tenho outra pergunta para você/ Umpa Lumpa Lumpa dadi / Se for esperto vai me ouvir/ O que você ganha só vendo TV?/ Por que não tenta simplesmente um livro ler?/ Umpa Lumpa Lumpa didai!/ Se for moderado longe você vai!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carnaval, o pecado da desigualdade

“Ai dos opressores” Zacarias 3.1
Será que o cristão não deve curtir o carnaval por ser uma festa, o que há de mal em festas? Engana-se quem pensa que cristão não pode participar de festas, pois não há, nas Escrituras, proibição às festas. Mas o problema do carnaval é por causa de tudo que está a sua volta, toda injustiça, corrupção, imoralidade e violência.
Nesta festa, a família é desrespeitada, pessoas se veem livres das normas conjugais para adulterar, promovem o sexo desregrado como válvula de escape do que não fazem no dia a dia.
Nesta festa, a paz é uma demagogia de ignorantes ou hipócritas, cantores aparecem na TV condenando a pedofilia, embriaguez e violência. Eles seriam muito burros sem não soubessem que o carnaval é a festa para desobedecer as exigências sociais.
Nessa festa vemos uma grande circulação de dinheiro, que dizem aliviar a vida financeira do Brasil. Contudo, esse dinheiro está circulando entre as industrias de bebida, empresas de bloco de carnaval (que muitos baianos sabem, que elas são máquinas de dinheiro), além do dinheiro que as redes de televisão arrecadam para si.
Para coroar o carnaval de 2012, a mídia falará que tudo é festa e alegria. Agora ninguém lembrará que o carnaval carioca tem envolvimento com o criminoso jogo do bicho. Tentarão esquecer que os policiais lutaram por melhores salários na Bahia, e que durante a greve o governo só tinha preocupação de aliviar os carnavalescos de que eles teriam uma festa, jogando para baixo do tapete o descaso com os PMs.
Carnaval é uma festa opressora. Oprime o amor familiar, a fraternidade humana, a justiça e a moralidade social; como cristãos, não podemos aceitar isso. Somos a favor de festas de alegria, mas uma alegria de respeito ao próximo. Vamos festejar nosso compromisso com o que é fraterno, vamos celebrar, pois lutamos contra as injustiças.