sábado, 14 de dezembro de 2013

Direita estúpida

Por que será que os leigos e intelectuais da direita insistem em tratar os marxistas como propagadores da ex-URSS?
Esse pessoal apenas reforça o esteriótipo de que são ignorantes, informados pela mídia de massa, não são adeptos de leituras e de informações contemporâneas sobre o marxismo pós 1989.
Fico tentado em debater com essas toupeiras, mas sei que vou ficar como se discutisse com alguém que acredita em papai noel, ou seja, explicar que papai noel não existe para um marmanjo que frequentou universidade... putz, não é pra mim.
Só para exemplificar, uma dessas criaturas fez a "inteligente" ligação do comunismo com o nazismo, quando ouvi isso, tomei um susto e pedi licença para abandonar a conversa.
Claro que também existe toupeira de esquerda que acredita no antigo modelo da URSS, mas com esses, igualmente eu evito debater, é como discutir com alguém que acredita que o filme matrix não é ficção (acredite! Conheço gente assim).
Pois bem, pessoal da direita, me refiro aos moderninhos que se acham politizados, são inimigos de Lula, defendem o PSDB como se fosse um time de futebol, são contra cotas, são contra plc 122, sentem saudade da ordem da ditadura, "PelamódiDeu", antes de falar novamente sobre esquerda como se estivéssemos na Guerra Fria, leiam Marx, Proudhon, Bakunin, Boff, Engels, não precisa ler tudo, mas leias algumas coisas.
Pesquisem sobre os rumos dos partidos marxistas após 1989.
Deixem os marxistas dispostos em ter uma conversa madura e acadêmica com vcs.
Os filósofos de direita são papagaios da nostalgia, arranjem filósofos e teóricos bons, indico FHC (ex-marxista), ...ih, pena que as obras mais acadêmicas dele foram escritas na época marxista. Então... continuem com Olavo de Carvalho e Silas Malafaia.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Classe média soteropolitana


Uma marca da classe média soteropolitana é a sua identificação com o passado colonial, mas sobretudo, com o período imperial do século XIX. Inicialmente isto pode ser percebido pelo vocabulário da população de Salvador identificados com o linguajar português, termos como “azeite doce” (azeite de oliva), “barão” (pessoa rica), “passeio” (calçada), “meter” (colocar), “partir” (cortar algo), “apanhar” (pegar), “saltar” (pular), “fecho” (zíper) etc. E também, a classe média Soteropolitana quem mais propaga a ideia de Salvador como a primeira capital do Brasil, e que tudo começou aqui, por isso devemos nos orgulhar do que fomos, e se possível, manter-nos como sempre fomos. Por isso, muito do comportamento soteropolitano reflete o vínculo com o passado luso-brasileiro, pode-se perceber isto sobre o modo como a classe média soteropolitana enxerga com estranheza as conquistas das trabalhadoras domésticas, pois rompem com os antigos costumes de tratamento entre patroas e empregadas.
https://www.youtube.com/watch?v=y7U11IdDBrE

CRENTE - CRETENSES - CRETINOS


Cretenses sempre mentirosos, animais ferozes, ventres preguiçosos – Tt 1.12

Assim vejo a Igreja: Um aglomerado de acomodados, reclamões, prontos em dar desculpa para todo tipo de trabalho da Igreja. Assim foi no passado, na Ilha de Creta sob o pastorado de Tito, e assim é no presente, na igreja reformada brasileira, não mudou nada, eles continuam os mesmos, seres humanos cristãos com os quais não se pode contar. Aliás, é na igreja que mais vejo esses grupos de cretinos, parece que igreja tem um magnetismo para gente preguiçosa.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O bom traves... samaritano


- Pai, olha um moço caído ali no chão!
– Eu tô vendo, meu filho, mas num fica olhando pra ele não.
– Mas pai, por que é que a gente não para e ajuda ele?
– Porque a gente não pode meu filho.
– Mas por que a gente não pode?
– Não pode, porque não pode, eu tô no horário da Igreja, eu não conheço ele, e a gente não pode se arriscar.
– É que hoje de manhã na classe, a tia contou a história do bom samaritano, e eu achei que...
– É diferente meu filho, é diferente, agora deixa de conversa.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Dando um fim a violência


Os crimes cometidos recentemente, e noticiados pela mídia, revelam um dado incomodo da sociedade, a quantidade de menores infratores, que não respondem por seus crimes graças à nossa lei. A sociedade, sobretudo a classe média, tem conclamado às autoridades para diminuição da maioridade penal, acreditando que esse é um passo fundamental para punir os criminosos. Embora eu concorde que a idade nem deveria ser levada em conta, e que qualquer um que comete crime deva ser punido de acordo com seu crime, e não com a sua idade, ainda assim, essa não é a solução que satisfará a justiça.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Disciplina sim, obediência não

É muito comum ouvir os marxistas modernos do Brasil falarem contra as instituições militares, contra a força policial, ou contra a disciplina nas instituições educacionais. Creio que muito disto se deve ao período da repressão militar do golpe de 64. A maquina da força repressiva ganhou a queda de braço contra os revolucionais, e mais ainda, o fim do regime militar se deu com  o uso da diplomacia política. Ou seja, os perseguidores não foram punidos e os perseguidos foram tratados como criminosos perdoados (como se o governo democrático estivesse sendo misericordioso com os miseráveis comunistas), e os revolucionários, depois de tanta tortura, ficaram domesticados. Não prevaleceu entre os revolucionários o espírito combativo militar do MR-8, ou das FARCS e outros grupos paramilitares marxistas.

Por que sair do facebook?


Fui tachado de radical, maluco e coisas, assim. Mas isso só prova que minha atitude foi a correta. Estou combatendo, não o facebook, mas a ligação das pessoas com ele, como se ele fosse um novo aparelho celular, que aliás, eu também combato, como se ele fosse sua escova de dente, aliás, tem gente que não esquece do celular ou do face, mas esquece de escovar os dentes, então, vai fazer sua higiene bucal, depois volta para ler. E cá entre nós, do jeito que as coisas estão, pode ser que ninguém leia esse blog, pois não vou propagandia-lo no Face.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cristianismo & Capitalismo - Resenha

Rousas John Rushdoony escreveu uma pequena obra intitulada Cristianismo e Capitalismo, este material está disponível no site www.monergismo.com . Acabei de lê-lo e achei muito interessante falar sobre ele. Trata-se de uma obra que expressa vários estereótipos conservadores cristãos. Lembrando que devemos entender que esses estereótipos são de origem estadunidense protestante-puritana, o excesso de rótulos serve para limitar o recorte temático do grupo cristão que me refiro, pois não é certo fazer generalização sobre nada.
A obra inicia falando sobre a noção de ganhar recompensa, buscando desconstruir o conceito moderno que entende a recompensa como algo que educa mal as crianças, pelo contrário, para o autor, a educação por meio da recompensa não é negativa. Rushdoony considera que a recompensa leva a competição e disciplina, que ele crê ser algo sadio. Ele enfatiza que a competição ajuda a construir o caráter. Claro que vale alfinetar que o caráter pode ser construído bem, ou mal.

sábado, 23 de junho de 2012

Piedade Pervertida - resenha

O reverendo Ricardo Quadros Gouvea escreveu um livro chamado Piedade Pervertida, nele, o autor faz uma apologia contra o espírito fundamentalista
reinante no meio evangélico brasileiro, mostrando que a linha majoritária protestante é de tendência fundamentalista.
O texto apresenta um caráter pessoal de crítica, apesar de estimar muito a temática e o autor, acho que ele escreveu uma obra carregada de suas paixões e bem tendenciosa para condenar o fundamentalismo (que deve mesmo ser condenado). - Deixo claro que apoio o autor completamente, mas não posso deixar de destacar a forma romântica de se expressar.
Não quero de modo algum desabonar sua obra por esse aspecto, até porque, embora a academia condene uma postura tão apaixonada por expor um tema, não podemos esquecer que ninguém consegue separar sua experiência pessoal de sua linha de pensamento.
E que confesso, precisamos ouvir um discurso apaixonado contra o fundamentalismo que parece reinar nos corações de verdadeiros servos de Deus. Precisamos apaixonadamente libertar a igreja de Cristo do fundamentalismo que só destrói mentes e corpos de pessoas.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Oração ao deus desconhecido


Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para
frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de
quem eu fujo.
A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares
festivos para que, em Cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
"Ao Deus desconhecido”.
Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos
sacrílegos.
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer,
quero servir só a Ti.
[Friedrich Nietzsche]
Uma tradução feita por Leonardo Boff de uma oração escrita por
Nietzsche.